Byronismo era o chamado mal do século, caracterizado pelo pessimismo, melancolia, desejos de morte...
sábado, 30 de março de 2013
Byronismo da Depressão
Byronismo era o chamado mal do século, caracterizado pelo pessimismo, melancolia, desejos de morte...
A vida na hora
A vida na hora.
Cena sem ensaio.
Corpo sem medida.
Cabeça sem reflexão.
Não sei o papel que desempenho.
Só sei que é meu, impermutável.
De que trata a peça
devo adivinhar já em cena.
Despreparada para a honra de viver,
mal posso manter o ritmo que a peça impõe.
Improviso embora me repugne a improvisação.
Tropeço a cada passo no desconhecimento das coisas.
Meu jeito de ser cheira a província.
Meus instintos são amadorismo.
O pavor do palco, me explicando, é tanto mais humilhante.
As circunstâncias atenuantes me parecem cruéis.
Não dá pra retirar as palavras e os reflexos,
inacabada a contagem das estrelas,
o caráter como o casaco às pressas abotoado –
eis os efeitos deploráveis desta urgência.
Se eu pudesse apenas praticar uma quarta-feira antes
ou ao menos repetir uma quinta-feira outra vez!
Mas já se avizinha a sexta com um roteiro que não conheço.
Isso é justo – pergunto
(com a voz rouca
porque nem sequer me foi dado pigarrear nos bastidores).
É ilusório pensar que esta é só uma prova rápida
Feita em acomodações provisórias. Não.
De pé em meio à cena vejo como é sólida.
Me impressiona a precisão de cada acessório.
O palco giratório já opera há muito tempo.
Acenderam-se até as mais longínquas nebulosas.
Ah, não tenho dúvida de que é uma estreia.
E o que quer que eu faça,
vai se transformar para sempre naquilo que fiz.
(Wislawa Szymborska)
via Janine Moraes
terça-feira, 26 de março de 2013
Nosso Frank Puxa-frangos
Na noite de ontem, fizemos nossa primeira passada da peça toda...
Sem texto, só de improviso e memória...Sem marcação... Fica onde quiser ficar, se quiser ficar...
Foi do jeito que foi... Do jeito que teria que ser...
Se esfarelando ao longo do caminho,
Como um Frankenstein que vai se desmanchando porque as porcas e parafusos ainda estão frouxos...
Chegamos ao final só com o biloto do Frankenstein, mas não tem desespero, não...
É assim... Tem dia que vai ser o pé, noutro será o umbigo e, as vezes, nem isso...
sexta-feira, 15 de março de 2013
quarta-feira, 13 de março de 2013
Tchekhov feat. Will Shakespeare
DIRETOR - Decidi por montar essa versão d’ A Gaivota somente com homens para dar um ar mais shakespeariano à peça, já que Tchekhov faz muitas referências à “Hamlet”. E também, porque as atrizes da Companhia não puderam fazer o espetáculo já que estão ganhando dinheiro em outros trabalhos.
(...)
No Teatro Elisabetano, empregar atrizes estava proibido pela lei, e assim se manteve durante o século XVII, inclusive sob a Ditadura Puritana. As personagens femininas eram, então, representadas pelos rapazes mais jovens da companhia. Mas isto não diminuiu o êxito das representações, como prova o testemunho da época e os contínuos protestos contra as companhias teatrais, por parte dos ingleses puritanos.
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No Teatro Elisabetano, empregar atrizes estava proibido pela lei, e assim se manteve durante o século XVII, inclusive sob a Ditadura Puritana. As personagens femininas eram, então, representadas pelos rapazes mais jovens da companhia. Mas isto não diminuiu o êxito das representações, como prova o testemunho da época e os contínuos protestos contra as companhias teatrais, por parte dos ingleses puritanos.
Wikipédia
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Nina deveria ser interpretada por João. E Arkadina, Diego.
quarta-feira, 6 de março de 2013
Vintage
Porque vintage é o novo preto!
terça-feira, 5 de março de 2013
sexta-feira, 1 de março de 2013
Trepliov-Leite-com-Pêra
TREPLIOV - Afinal quem sou eu? Sou o quê? Talento não tenho, dinheiro, tampouco; pelo que está nos meus documentos, sou apenas um pequeno burguês.
(...)
ARKÁDINA - Isso está começando a me aborrecer. Esses contínuos ataques, alfinetadas, me perdoe, mas qualquer um se cansaria. Um moleque caprichoso e cheio de si, isso é o que ele é!
(...)
ARKÁDINA – Eu vou em alguns minutos, mas você promete pra mim que não vai aprontar mais nenhuma travessura como essa, não é?
TREPLIOV – Não, mamãe... Não voltará a se repetir!
(...)
(...)
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